18 maio, 2016

Vou estranhando a tua ausência. Já não te toco à campainha, nem me abres a porta. A tua casa está vazia e as paredes transpiram o teu perfume. Há impressões que ainda lá estão, pequenas coisas que não faria sentido movê-las. Estranho a tua partida e não há palavra que conforte.  Todos os abraços são frios, e há palavras ditas por exigência. Estranho a tua partida, e não há quarto que não te relembro. Agora, sou eu que lá entro e já não estás. Sou eu que meto e tiro a chave sem a tua permissão. Cada parede conta um grito, um sorriso, um suspiro. Cada momento bom retratado. Quiseste ir, e sou eu que passo a mão nas tuas roupas  e sinto o cheiro quente que lá deixaste. E quantas foram as vezes que queria que cá estivesses. O tempo está a passar tão depressa. O que é já sessenta dias sem te poder ver? Peço(-te) que nunca deixes que as nossas memórias me caiam em esquecimento. A tua voz, a tua mão, os teus olhos... Posso pedir que venhas cá acarinhar-me a saudade? A casa está tão vazia, e tão cheia de ti. A tua falta são-me saudades. Pai...

3 comentários:

TheNotSoGirlyGirl disse...

oh. tao bonito e cheio de sentimento.

beijinho
the-not-so-girlygirl.blogspot.com

Paulo Alexandre Silva disse...

Há uma lágrima no canto do meu olho...

Viktoriya K disse...

Sinto tanto o que escrevestes!!
Gostei muito do teu blog, achei-o simples mas super atrativo *-*
Comecei a seguir-te. Beijinhos!

http://vk-pretoebranco.blogspot.pt/